São Miguel Paulista

A história de São Miguel Paulista, bairro no extremo leste da cidade, passa pela praça que, oficialmente, tem nome de um religioso, e, popularmente, de um estilo musical brasileiro. É a Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, mais conhecida como Praça do Forró.

Além de conter a Capela de São Miguel Arcanjo, reconstrução da igrejinha que foi o marco do bairro em 1560, a Praça também foi palco de muitos shows nas últimas décadas e de manifestações do Movimento Popular de Arte de São Miguel Paulista, criado no final da década de 70 por um grupo de amigos (Edvaldo Santana, Osnofa, Sacha Arcanjo, Akira Yamasaki e Zulu de Arrebatá, entre outros) interessados numa “política visionária de transformação provocada pela inquietação”.

Teve, como um dos principais fatores de desenvolvimento, as atividades da Companhia Nitro Química Brasileira, do Grupo Votorantim, desde 1937, que gerou uma grande migração para São Miguel, principalmente de nordestinos. A indústria foi uma resposta do empresário José Ermírio de Moraes à liderança das Indústrias Matarazzo na produção do raion, a seda sintética. Hoje, a indústria trabalha com outros produtos, ainda na área química.

São Miguel conta com uma rede de serviços públicos e privados considerável, com escolas, hospitais, comércio e indústrias variadas.

São Miguel já foi o distrito mais violento de São Paulo ao lado do Itaim Paulista em uma pesquisa feita pela ONU em 1998 e publicada pela Folha de São Paulo, hoje não ocupa esse título de liderar a lista de homicídios, embora ainda seja um dos distritos mais violentos de São Paulo.